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Sexta-feira, Abril 20, 2007

Cor-respondência
Elisa Lucinda


Remeta-me os dedos
Em vez de cartas de amor
Que nunca escreves
Que nunca recebo.
Passeiam em mim estas tardes
Que parecem repetir
O amor bem feito
Que você tinha mania de fazer comigo.
Não sei amigo
Se era o seu jeito
Ou de propósito
Mas era bom, sempre bom
E assanhava as tardes.
Refaça o verso
Que mantinha sempre tesa
A minha rima
Firme
Confirme
O ardor dessas jorradas
De versos que nos bolinaram os dois
A dois.
Pense em mim
E me visite no correio
De pombos onde a gente se confunde

Repito:
Se meta na minha vida
Outra vez meta
Remeta.



Esse não é meu, eu não sou Elisa Lucinda, não tenho os olhos dela, não tenho a voz dela, não tenho seus cachinhos, não tenho seu talento... ah... queria ser Elisa Lucinda!


by Victor Az : 2:06 PM

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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006





by Victor Az : 5:02 PM

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Sexta-feira, Outubro 27, 2006


O Pequeno Príncipe

Um lindo garotinho, de camisa branca, tênis preto e short azul, corre eufórico pelo castelinho colorido daquele parque, ele não sabe que dia é hoje, que dia foi ontem, nem como será o de amanhã, ele não sabe de nada. Porém, um dia o garotinho vai crescer, vai entender as coisas, então lembrará daquele dia, e terá saudades de quando era pequeno, de quando era inocente, de quando não sabia de nada, de quando era feliz.

No futuro não haverá mais castelinho colorido para brincar.


Victor Az




by Victor Az : 1:51 PM

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Quarta-feira, Outubro 25, 2006

Dá série microcontos...

Para não gozar antes dela, ele pensava na raiz quadrada de 57.




by Victor Az : 3:24 PM

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Sexta-feira, Outubro 20, 2006

Toque

Ela nunca tinha se masturbado, acho que por falta de estimulo, ou por causa da educação que tivera. Naquela noite no quarto, já havíamos feito sexo, ela estava nua, deitada sobre meu peito. Eu sentia aquele clima de cumplicidade que surge após o sexo, comecei a acariciá-la nos cabelos, não havia intenção sexual, era só carinho, mas ela gostou, pareceu ficar excitada, então fui descendo, acariciei seus seios, virilha, e logo cheguei na vagina, comecei a masturbá-la, ela gemia e empurrava minha mão contra seu sexo. Então coloquei minha mão sobre a dela e a induzi a se masturbar, ela ainda tentou me impedir, mas não deixei, fui deslizando seus dedos por entre os grandes lábios, clitóris... e aos poucos fui retirando minha mão e deixando que ela se tocasse sozinha, ela continuou, se masturbou pela primeira vez, gozou gemendo baixinho, abraçada comigo.



Victor Az



Esse é dedicado a Tate Fish, não, ela não é a moça do texto. Mas me inspirou a escrevê-lo.





by Victor Az : 2:36 PM

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Terça-feira, Outubro 10, 2006


Maria do 402

Maria era muito introvertida, uma pessoa dessas que a gente olha e não enxerga, tinha a pele bem branca por falta de sol, olheiras e cabelos com visual desleixado. Ela morava sozinha nesse edifício há quase dois anos e raramente saia, a encontrei duas vezes no elevador, tentei puxar conversa, ela mal olhou pra mim.

Maria trabalhava como escritora, escrevia para algumas revistas sem importância, mas seus textos eram muito elogiados, dizem que eram excelentes, eu só li um, foi publicado num jornal, achei estranho, melancólico, parecia texto de gente que quer morrer.

Hoje à tarde quando cheguei do trabalho, o porteiro do prédio disse que Maria havia morrido, foi atropelada numa rua perto daqui, falaram que ela não viu o sinal abrir e atravessou na frente do ônibus, foi fatal, morreu na hora. Fui ver o local do acidente, o chão ainda estava todo sujo de sangue.


Victor Az



by Victor Az : 11:52 AM

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Quarta-feira, Setembro 20, 2006





Há poeta, não há poesia...







by Victor Az : 1:04 PM

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Quarta-feira, Setembro 06, 2006



É uma noite fria de Abril, eu tenho um pesadelo terrível, acordo
chorando, meu corpo queima como se estivesse no inferno,
tiro minhas roupas e saio correndo pela rua . Está
chovendo, está chovendo muito. Uma velha
mendiga aleijada me pede esmolas,
ela tem fome, ela tem sede, ela
não tem vida. Eu sinto a dor
dessa mendiga, eu sou
essa mendiga, e eu
não dou esmolas.
Corro despido
pela rua.
Grito



by Victor Az : 5:56 PM

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Terça-feira, Junho 27, 2006

A Família Boba em:


O Clavicórdio Emudeceu - V4 (+pseudometalingüisticada)

Parte 1 - a menina boba e o pai (bobo)

- Meu pai cê tá fazeno o quê?
- Estou escrevendo.
- Escreveno o quê?
- Um conto... uma história sobre um clavicórdio que emudeceu. Agora deixa eu escrever, vai ver sua mãe.


Parte 2 - a menina boba e a mãe (boba)

- Minha mãe o que é clavicódio?
- Hã?? O que é o que?
- Clavicódio.
- Sei lá o que é isso menina, onde ouviu essa palavra?
- Meu pai que tava dizeno que o clavicódio desceu.
- Desceu pra onde?
- Num sei, foi ele que disse.
- Então vai perguntar para seu pai ora.


Parte 3 - a menina boba e o pai (bobo mor)

- Papai?
- Tô escrevendo.
- O que é clavicódio?
- É clavi-cór-dio, com "r".
- E o que é?
- É um instrumento musical criado no séc. XV.
- E ele serve pra que?
- Pra fazer música.
- E por que ele desceu meu pai?
- Desceu??
- É, você falou que ele desceu.
- Desceu não, emudeceu.
- O que é emudeceu?
- Emudecer é ficar mudo, não falar mais.
- E como é que ele fala? Ele tem boca é?
- Não, clavicórdio não tem boca.
- Então como é que ele fala, se não tem boca? Foi por isso que emudeceu foi?
- Não, não foi por isso.
- Então foi por quê?
- Não sei, é justamente isso que preciso saber pra terminar a história.
- Você não terminou não?
- Ainda não, falta o final.
- Tem que tê final é?
- Hummm... não.



by Victor Az : 10:52 AM

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Sexta-feira, Junho 09, 2006


C i r a n d i n h a
by Victor



           Alguém
ama Rê que ama Lu
          que ama
Ana que ama Pedro
          que ama
Luc que ama Aline
          que ama
Léo que ama Carla
          que ama
          Richard que ama Bebel
          que ama
          Eduardo que ama Julia
          que ama
          Fernando que ama Elis
          que ama
          Maurício que ama Cris
          que ama
Beto que ama Tati
          que ama
Taís que ama Nara
          que ama
Val que ama Maria
          que ama
Vítor que não ama
          Ninguém



by Victor Az : 1:39 PM

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Quarta-feira, Maio 31, 2006

In ferno


Enganam-se os que acham
que o inferno é dominado pelo Diabo.
Não há diabo no inferno,
não há lagos flamejantes,
nem almas de pegadores.

O inferno é uma casinha branca
cuja tinta solta da parede,
o teto chora as chuvas de Abril
e uma janela se abre para o sol recém-nascido

No inferno mora a (minha) melancolia
Os sorrisos (escassos)
A (falsa) verdade
O início... do fim

Uma mulher

Um anjo

E um poeta.



by Victor Az : 1:09 PM

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Sexta-feira, Maio 26, 2006



s
o
c
o
r
r
o
só corro e
s
c
o
r
r
ocorro
c
o e só




by Victor Az : 4:58 PM

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Sexta-feira, Maio 19, 2006


Um dia sem poesia

Não há nada para ser dito
nenhuma poesia para ser escrita
nenhum verso
nenhuma rima
nenhum...
acabou-se!
não há inspiração
não há idéias
não há nada
não sou mais poeta...


...


by Victor Az : 1:45 PM

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Terça-feira, Maio 16, 2006


Maria sem cabeça, tronco e membros.


O braço esquerdo de Maria está queimando sobre o asfalto quente.

O braço esquerdo de Maria está queimando sobre o asfalto quente, mas não sabe que está queimando sobre o asfalto quente.

O braço esquerdo de Maria está queimando sobre o asfalto quente, mas não sabe que está queimando sobre o asfalto quente, pois o braço esquerdo de Maria não tem corpo.

Onde está o corpo de Maria?

O corpo de Maria está deitado na grama do acostamento.

O corpo de Maria está deitado na grama do acostamento, mas não sabe que está deitado na grama do acostamento.

O corpo de Maria está deitado na grama do acostamento, mas não sabe que está deitado na grama do acostamento, pois o corpo de Maria não tem cabeça.

Onde está a cabeça de Maria?

A cabeça de Maria está andando pela contra-mão da rodovia

A cabeça de Maria está andando pela contra-mão da rodovia, mas não sabe que está andando pela contra-mão da rodovia.

A cabeça de Maria está andando pela contra-mão da rodovia, mas não sabe que está andando pela contra-mão da rodovia, pois a cabeça de Maria não tem pernas.

Onde estão as pernas de Maria?

As pernas de Maria estão presas no pára-choque de um caminhão...



by Victor Az : 11:28 AM

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Terça-feira, Maio 09, 2006


no caminho para o inferno há um poste

com uma lâmpada
que sempre
se apaga
quando
passo
sob
ela



by Victor Az : 1:21 PM

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Segunda-feira, Maio 08, 2006

Cuspe


Há uma poesia em minhas entranhas,
revirando meu estômago,
arranhando minha garganta,
uma poesia que grita, chora, implora
pra sair...

E quando finalmente sai... não sai.


by Victor Az : 5:08 PM

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Segunda-feira, Março 13, 2006



Cru!

sem preliminar
sem carinho
sem beijos
sem pedir
sem amor
com vontade
com suor
com tesão
com gosto
com gritos
meus gritos





Moni K.


by Victor Az : 1:09 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006




Não
quero
chorar num
canto escuro de
um quarto, achando
que sou a mulher mais infeliz
desse mundo, só porque disse que
não me ama mais, não quero.
Mas choro nesse canto
escuro do quarto
achando que
sou
a



Mulher mais infeliz desse mundo
by Íris M. Lima




by Victor Az : 9:29 AM

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Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Enquanto isso, no telefone...

Trrrinnn! Trrrinnn!

- Alô?... oi minha flor...
- Oi amor, saudades de você... tenho uma coisa ótima pra te contar.
- É mesmo? Me conta.
- Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá...
- Sério?
- Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá...
- Amor...
- Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá...
- Mozinho...
- Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá...
- Querida...
- Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá...
- Querida, vou ter que desligar, depois a gente se fala.
- Ahh, tá, beijos, depois eu te conto o resto.
- Beijo.
- Me liga.
- Ligo.
- Te amo.
- Também te amo, tchau.
- Tchau.


by Victor Az : 3:07 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

Hades II


Quero me aquecer em teus seios

ferver ao teu olhar

queimar nos teus lábios

derreter na sua vagina




by Victor Az : 1:54 PM

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Terça-feira, Janeiro 31, 2006

Poesia

Na saúde
E na tristeza

Na alegria
E na pobreza

Na riqueza
E na doença


Que nem a morte nos separe.



by Victor Az : 2:24 PM

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Sexta-feira, Janeiro 13, 2006



Maria sai tarde
do trabalho
vestido preto
rabo de cavalo
bolsa de couro
guarda-chuva
chove
ninguém na rua
ônibus não param
táxis também
vai andando para casa
com medo
ruas escuras
alguém a segue
um homem
aperta o passo
o homem também
ele a alcança
mostra arma
manda tirar a roupa
Maria hesita
ele ameaça

levanta seu vestido


arranca calcinha


chove


ninguém


na




rua



by Victor Az : 1:40 PM

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Sexta-feira, Janeiro 06, 2006


A novela da minha vida
Capitulo 18


In Love (ou Paixonite)


Ela apareceu do nada, quando me dei conta já estava lá, em pé, de costas para mim (acho que me apaixonei naquele instante), pele branca, cabelos castanhos claro, soltos e encaracoladamente compridos. Vestia uma blusa curta marrom, que ela puxou para baixo logo que comecei a observa-la (a blusa ficou torta e eu mais apaixonado), a saia comprida branca com detalhes pretos escondia suas pernas, mas permita ver seus pés, ela usava sandálias de couro (dessas que fedem), eu odeio sandálias de couro (dessas que fedem), porém nos pés dela foram as sandálias de couro fedorentas mais lindas que já vi (eu já disse que estou apaixonado?).

Isso tudo aconteceu num ônibus, eu sentado, ela em pé, eu praguejando contra o cara que sentava ao meu lado e ela em pé, até que uma pessoa levantou duas cadeiras a frente (minhas pragas funcionaram, na pessoa errada, mas funcionaram). Quando ela sentou, pareceu ainda mais linda, deu pra ver de relance um lado do seu rosto, um pedacinho da barriga, o formato de um seio, ai... ela tem um lado do rosto tão bonito, ai... ela tem uma barriga lisinha, ai... ela tem seio pequeno, ai... ela senta tão bonito... (eu já disse que estou apaixonado?).

O vento insistia em desalinhar seus cabelos, por isso ela prendeu suas madeixas encaracoladamente compridas, ao fazer isso, pude ver sua nuca, ela tem uma penugem dourada, dessas que só os recém-nascidos, anjos e mulheres apaixonantes possuem, vi também que ela usava um cordão azul (minha cor preferida) preso em volta do pescoço, imaginei que o cordão poderia ter um pingente em forma de coração, com fotos minha e dela... (uma pausa para sonhar), no entanto logo fui interrompido, pois ela levantou, enquanto caminhava para a porta do ônibus, eu rezava para que olhasse pra trás, ela olhou! E eu pude ver seu rosto, inteiro, lindo.

Em seguida ela desceu e partiu de costas para mim, com o vento batendo na saia, nos cabelos soltos... ela sumiu (é, eu estou apaixonado).



by Victor Az : 3:20 PM

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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005


Vontade
by Íris M. Lima

Tenho vontade de morrer
quando me olha
provoca
excita
(mas não me toca)

Tenho vontade de morrer
quando sussurra
ao meu ouvido
põe a mão mais atrevida
no meu local mais proibido

Tenho vontade de morrer
quando mergulha
em minha boca
inunda os lábios de prazer
(rimo gozo como louca)

Tenho vontade de morrer...
(então morro de vontade)



by Victor Az : 11:00 AM

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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005


Não quero mais nada (só você)


Não quero escrever poesia
Não quero mais ser poeta
Poeta sofre demais
Não quero mais sofrer
Não quero mentiras
Nem verdades doloridas
Quero silêncio
Não quero mais!
Traga-me os sorrisos
Não me trague com um sorriso falso
Deixe-me em paz
Mas não me deixe



by Victor Az : 1:40 PM

Opine:


Sexta-feira, Dezembro 09, 2005


Surfe-me

De minha janela
eu o observo,
ele passa bem cedinho,
descalço,
peito desnudo,
cabelos soltos
e pele queimada de sol.
Meu Deus, como é bonito!
Anda devagar como se desfilasse pra mim,
abraça a prancha como uma amante,
queria ser aquela prancha.
Ele poderia até me pisar depois.
Mas antes teria que deitar sobre meu corpo.


M. Consuello



by Victor Az : 2:02 PM

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Sexta-feira, Novembro 25, 2005


O Último dos Cabritos



No início havia dez cabritos,
um dia um deles fugiu,
os outros não tiveram coragem de segui-lo
e ficaram olhando ele correr livre pelo pasto.
Com o tempo todos os outros
também escaparam,
todos menos um,
esse último agora observa solitário,
seus companheiros passeiam livremente,
eles podem ir para onde quiserem,
podem voltar quando quiserem,
Podem fazer o que quiserem.
Ele os inveja,
mas por um motivo,
um motivo que não sabe explicar,
ele não consegue fugir.

Ele é o último dos cabritos,
o único que não pula a cerca.



by Victor Az : 2:26 PM

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Segunda-feira, Novembro 21, 2005

Fly Mary


Seu maior desejo era um dia sair daquela vida, voar, livre como um pássaro, para longe de tudo e de todos.

Numa cinza, solitária, fria e melancólica tarde de domingo, ela percebeu que seu inverno havia chegado, era hora de migrar.

No topo da janela, abriu os braços, fechou os olhos e voou. Livre! Como um pássaro.




by Victor Az : 2:47 PM

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Sexta-feira, Novembro 11, 2005



Maria acordou cedo,
bebeu um copo de leite,
foi pra academia,
fez ginástica,
voltou pra casa,
tomou banho,
tomou café,
escovou os dentes,
arrumou o quarto,
lavou o banheiro,
varreu a sala,
foi no shopping,
comprou vinho,
comprou a janta,
comprou um cd novo,
comprou um vestido,
passou na floricultura,
comprou um buquê de tulipas,
escreveu uma dedicatória no cartão,
mandou entregar á noite,
foi ao salão,
fez o cabelo,
fez as unhas,
voltou pra casa,
tomou banho,
pediu uma pizza,
comeu,
escovou os dentes,
dormiu,
sonhou,
acordou,
ligou o som,
pôs o cd novo,
preparou a janta,
tomou outro banho,
pôs o vestido novo,
pôs o vinho na taça,
pôs a janta no prato,
jantou,
ouviu a campainha tocar,
atendeu,
recebeu o buquê de tulipas,
leu o cartão:
Feliz Aniversário!



by Victor Az : 12:47 PM

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Sexta-feira, Novembro 04, 2005

Passa amanhã

Hoje acordei à flor da pele
Com veneno exalando dos poros
Não quero saber de nada
E nem de ninguém
Isso inclui você
Por isso não me toque
Não me beije
Não me chame de "meu amor"
Afaste-se de mim
Estou peçonhenta
Não quero intoxicar você
Sei que me ama
Eu também te amo
Mas não hoje

Quem sabe amanhã?





by Victor Az : 2:37 PM

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Esse blog é meu, assim como quase todos os textos encontrados aqui, não posso e nem vou tentar impedir ninguém de copiar alguma coisa, por isso, fique a vontade para levar o que quiser, mas me avise antes e não esqueça de onde veio, mantenha os créditos Ok?